31 de outubro de 2014

Marketing Digital Para Atendimentos

Belo Horizonte recebe em novembro o curso inédito Marketing Digital para Atendimentos Publicitários. Ministrado pela executiva de contas especialista em digital Ana Paula Coelho, o curso pretende não só atualizar os profissionais de Atendimento como também incentivar o aprendizado constante dos profissionais da área, mesmo após o curso. 


Ana Paula Coelho
Conversamos com a Ana Paula para saber um pouco mais. Leia a entrevista e veja os detalhes de como participar, abaixo:


Kátia Viola - Como surgiu a ideia de ministrar um curso de marketing digital especificamente para Atendimentos?

Ana Paula - Surgiu de uma conversa com uma amiga que é atendimento. Eu fui atendimento também, durante 3 anos, entendo como é o dia-a-dia e as exigências dos clientes e as pressões internas da equipe que o profissional de atendimento sofre. E que, sendo um profissional generalista e que passa boa parte do dia em reuniões, tem pouco tempo para aprender por conta própria. 

KV - Como  você percebe a expectativa do cliente em relação ao Atendimento quando se fala em digital? É diferente do que dele se espera em relação aos conhecimentos de produção, mídia e outras disciplinas? Por quê?

Ana Paula - O cliente espera que o Atendimento entenda de tudo um pouco. É a característica de um profissional generalista, pode não saber a fundo de um assunto, mas precisa saber o que é e para que serve. Por isso é diferente do que ele espera de outros profissionais especialistas, que o cliente espera que entenda muito de um assunto específico, e que tudo bem que não tenha a menor ideia de como funciona outra área que não é de seu conhecimento. Por característica, o profissional de atendimento precisa ser antenado e curioso, capaz de manter uma conversa básica sobre muitos assuntos e, mesmo que não saiba em detalhes como funciona algo, precisa entender em linhas gerais tudo de marketing e comunicação, incluso internet e tecnologias digitais.

KV - O que o profissional de Atendimento pode esperar desse curso?

Ana Paula - Durante 8 horas de curso vamos passar pelos principais assuntos de marketing e comunicação digital, sempre com links e exemplos para entendermos os conceitos e as aplicações, e também para sabermos onde podemos aprender mais sobre algum assunto. No fim do curso cada profissional poderá reavaliar suas formas de atendimento e poderá perceber que é necessário se manter antenado, afinal o digital cria novas formas todos os dias.

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Serviço

Data: 15/11/2014

Local: Guajajaras Coworking

Duração: 8 horas 

Ministrante: Ana Paula Coelho, executiva de contas da área digital na RC Comunicação, professora do minicurso de Marketing Digital na PUC Minas. Atuou nas áreas de Tecnologia da Informação na Prodap e Prodimage, foi atendimento de contas de varejo na G30 e analista de marketing do grupo Diários Associados e da startup Denox. 

Programa:  conceitos básicos do digital, o que muda em planejamento e pesquisa,  conteúdo na era digital. Conceitos de arquitetura de informação e design de interação, mídias sociais, SEO, anúncios online, marketing direto, relacionamento online, métricas, tendências. 

Investimento: até 3/11 = R$ 400 ; de 4/11 até 10/11 = R$ 440 (pagamento em até 18x via Pag Seguro ou à vista, via depósito bancário identificado, com 5% de desconto)

7 de agosto de 2014

Você Pergunta e a Gente Responde: Prospectar cliente que já tem agência é falta de ética?

Kátia, parabéns pelo seu blog, está muito legal. Gostaria de tirar uma dúvida, se possível. Minha agência tem uma estrutura enxuta e crescemos bem nos primeiros três anos. Nos últimos dois anos investimos em capacitação, contratações, tecnologia e em outras áreas de negócios, porém a prospecção ficou meio de lado. Atualmente precisamos prospectar quem já é usuário dos serviços de propaganda e não diretamente a pequena e média empresa, onde o dono é quem resolve tudo e anuncia diretamente com os veículos de comunicação. Nesse caso, precisamos de clientes maiores onde diretores de marketing e executivos de outras empresas decidem com qual agência vão trabalhar. Somos certificados pelo CENP e acreditamos ser possível atender clientes maiores. Sempre ouvi dizer que não é legal bater na porta de cliente que já tem agência. Dizem que é falta de ética. Nesse caso, então, como fazer?

LV, Rio de Janeiro - RJ


Caro LV, para os assuntos de prospecção costumo recorrer aos profissionais que fazem esse trabalho no dia-a-dia, se dedicam à função de conquistar novos negócios para a agência em tempo integral. Convidei o Marcello Silva, que é um craque em prospecção, já tendo auxilliado várias agências no RJ e outros estados a aproximar-se corretamente de seus prospects. Aí vai:


Prospectar é viver!
por Marcello Silva*

Os teóricos do Marketing (Kotler, inclusive), quando fracionam a técnica para explicar seus diferentes instrumentais, não dão à função Prospecção a importância que ela merece.
Explico: prospecção é atividade inerente a qualquer negócio. Nos campos primários e secundários, ela é tacitamente confundida com vendas e talvez aí resida o fato de não ser qualificada pelos teóricos.Todavia, nas atividades do setor terciário é que a prospecção tem encontrado melhor guarida para fazer valer sua personalidade.

É cotidiano como os prestadores de serviço tratam com intimidade a ação de prospecção e estão convencidos de quem sem ela os negócios não avançariam. Empresas de pesquisa, firmas de advocacia, auditores e consultores, e, claro, Agências de Propaganda prospectam, sim, e pra valer! E, aí, por inferência, surge a dúvida: qual o limite ético da prospecção, isto é, é aceitável aproximar-se de clientes de uma empresa concorrente e tentar conquistá-los? O que pode e o que não deve ser feito? 

Como tudo na vida, há caminhos e caminhos. Agir predatoriamente, oferecendo vantagens comerciais fora da prática, quebra de honorários, descontos absurdos, prazos dilatados - tudo isso para conquistar um cliente potencial -  são praticas desonestas que contaminam o mercado. Agora, buscar contato profissional com as pessoas que decidem mudanças nas empresas abordáveis, apresentar-se como uma alternativa profissional adequada, agendar visitas que permitam que sejam mostrados portfolios, cases de sucesso e experiência num determinado trade são praticas que não podem ser crucificadas.

Diferentemente dos 10 Mandamentos, desejar o cliente do próximo é bem mais honesto do que desejar a mulher do próximo! 

Mas, sempre, agir com cautela. Por exemplo, quando a mulher é solteira, você sabe, talvez o envio de uma caixa de bombons com um romântico cartão pode não ser o melhor caminho: ela pode estar fazendo dieta!

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(*) Quem quiser entrar em contato direto com o Marcello Silva, o email é marcellogsilva@yahoo.com 

15 de junho de 2014

O Que Você Vai Ser Daqui a Cinco Anos?

A edição do Meio & Mensagem, de 14/3/2014, apresentou uma longa reportagem com representantes das disciplinas mais importantes das agências. A intenção foi fazer um exercício de futurologia ao convidar esses profissionais a descrever como vêem sua atividade daqui a cinco anos. Reproduzo aqui a parte que nos interessa, ou seja, como será o Atendimento daqui a cinco anos, na visão desses especialistas?



ATENDIMENTO QUER SER O DONO DO PROJETO

O profissional de atendimento já teve perfil predominantemente vendedor, foi visto também, de forma simplista, como o responsável por manter um bom relacionamento pessoal – e social – com os executivos dos clientes. Entretanto, nos
próximos anos, o profissional de atendimento deve se consolidar como gestor de projetos e de pessoas, com perfil administrador, empreendedor e multidisciplinar, o que incluirá o controle financeiro das ações sob sua responsabilidade. É o que crêem os especialistas ouvidos por Meio & Mensagem.      
“O gerenciamento eficaz de recursos vai reger a diferença entre o lucro e o prejuízo de uma conta ou projeto”, diz Andre Gustavo, diretor-geral da Wieden+Kennedy São Paulo. Entre as incumbências que o profissional de atendimento não tem hoje, mas terá daqui a cinco anos, Gustavo Burnier, diretor de serviços a clientes e gestão da AlmapBBDO, cita o business plan. “A medida que agências e marcas trabalharem com o conceito de brand utility, estaremos desenvolvendo planos de negócios para ideias criativas que não encaixem nos espaços publicitários, digitais ou tradicionais.”


Filosofia uníssona

Se até então a responsabilidade do profissional de atendimento foi zelar pelas entregas às demandas dos clientes, agora a engrenagem das agências – mais integradas, menos hierarquizadas e cada vez mais trabalhando organicamente em rede, como ocorre com as empresas da economia criativa –, terá de funcionar por si só, defende Marcelo Romaniewicz, vice-presidente da Master Roma Waiteman. “As agências devem ter uma filosofia de trabalho uníssona, clara e entendida por todos, capaz de prescindir do atendimento ora meio tráfego, ora meio psicólogo.” Para ele, o profissional de atendimento
deixará de investir tanta energia na operação da agência – pauta e prazos – e poderá dedicar mais tempo ao negócio do cliente. “Se a agência quer entregar mais envolvimento, tem que começar a ouvir a área comercial dos clientes, que tem contato diário com os públicos-chave. Dali podem sair insights poderosos. E ninguém melhor do que o atendimento para fazer isso.”

Marcelo Passos, vice-presidente da área na DM9DDB, vai além e prevê que agências e anunciantes serão sócios em projetos proprietários, o que exigirá ainda mais da veia empreendedora do atendimento.



Perspectiva privilegiada

Para Andre Gustavo, a característica de se envolver do começo ao fim em todos os projetos levará o atendimento a ser a área da agência mais bem posicionada para identificar as pessoas mais valiosas dentro da agência, em todos os departamentos independentemente do nível hierárquico. “O atendimento será capaz de apontar as pessoas-chave, aquelas que fazem a diferença, que brilham na frente do cliente e devem ser valorizadas. Terá uma perspectiva privilegiada para ajudar os heads de cada área a desenvolverem suas equipes.”

O que irá determinar qual é o profissional mais completo, na visão de Gal Barradas, copresidente da BETC, será a junção de competências técnicas com capacidade de compreensão do ser humano. “Uma característica que será mais necessária é a busca contínua do conhecimento sobre o comportamento do consumidor e o entendimeto dos dados gerados por ele.”

De vocação generalista, o profissional de atendimento terá seu escopo de trabalho aumentado, se considerado que o “ecossistema” de disciplinas de comunicação usadas pelos clientes está crescendo. Entre essas novas atribuições poderá estar, acredite, criar. “O atendimento precisará ter a coragem de pegar uma folha em branco e conceber ideias e projetos de própria autoria”, incentiva Pablo de Arteaga, vice-presidente de operações e atendimento da Leo Burnett Tailor Made. Otimista com o futuro da disciplina, Arteaga diz que o profissional de atendimento tem uma oportunidade de influenciar o negócio da publicidade como nunca teve antes, passando de agente de gestão e manutenção para agente de transformação. “A relação do atendimento com todas as áreas da agência e do cliente deixa de ser de gestor e viabilizador e passa a ser de realizador, dono. E dono não ameniza, não esconde, não evita. Dono vai de cara nos problemas do cliente e da agência. Sejam eles cotidianos ou não.” 

Entretanto, Vinicius Reis, chief operating officer da CP+B Brasil, adiciona uma dose de pessimismo: “Os profissionais de atendimento estão cada vez mais despreparados”, avalia. “A média dos atendimentos hoje é executora de tarefas, ou ‘jobeira’, como se diz no jargão publicitário. Nada pior que um atendimento que no anseio de participar, fala bobagens em reuniões”, descreve. “É preciso encontrar uma solução para não empurrar a voz da experiência para fora do negócio.”

Formação deficiente

Entre os obstáculos que poderão barrar o avanço da atividade de atendimento nas agências de publicidade nos próximos anos, o mais citado é justamente a deficiência na formação dos profissionais. Mauricio Kato, CEO da Havas Worldwide, acrescenta outra ameaça: a perda de relevância estratégica para o departamento de planejamento. Essa divisão de forças dentro das agências também poderá ser impactada por outros fatores. “O avanço 
da tecnologia pode causar a falsa impressão ao cliente que ele poderá criar uma interlocução direta com todas as áreas da agência, diminuindo a importância do atendimento no relacionamento do dia a dia da conta”, avalia Ricardo Calfat, vice-presidente de operações da R.E.F. Comunicação.

30 de maio de 2014

Vídeo - Dicas Para Exercer a Atividade de Atendimento Publicitário

Assista ao vídeo com algumas dicas sobre as características fundamentais para exercer essa atividade tão interessante.






E vamos em frente!

19 de maio de 2014

Curso de Atendimento em Brasília, na Funyl

A escola Funyl nasceu em 2002 e, desde então, vem promovendo cursos que abrangem uma diversidade de disciplinas ligadas à publicidade: Direção de Arte, Redação, Atendimento, Mídia, Planejamento, Produção Gráfica, Fotografia, Produção Publicitária. Os professores são profissionais atuantes no mercado de Brasília, oriundos das mais badaladas agências, como Lewlara, LeoBurnett, Nova S/B, DM9/DDB, Lowe etc.

Mauro Assis, diretor da Funyl
Os cursos funcionam de forma integrada, portanto se você vai fazer o curso de Atendimento acabará trabalhando ao lado das outras disciplinas, assim como acontece numa agência de verdade. Quem explica o formato dos cursos é o diretor da Funyl, Mauro Assis: “nossos cursos acontecem de uma forma muito dinâmica. São 24h/aula extremamente práticas e intensas, com aulas em seis sábados de 4h/aula cada. A gente costuma fazer uma mistura de turmas. Nos primeiros três sábados apresentamos como funciona no dia-a-dia a disciplina que o estudante está matriculado. No quarto sábado juntamos os professores, um cliente real do nosso mercado e as turmas de Direção de Arte, Redação, Mídia, Atendimento, Planejamento e Redação para formarmos grupos de miniagências. Passamos um briefing no quinto sábado. No sexto sábado os estudantes apresentam uma campanha real para um cliente real, tendo seus professores como jurados.”

As inscrições para as próximas turmas estão abertas. Veja os detalhes aqui.


16 de maio de 2014

Will Meeting School Traz Segunda Edição do Curso Gestão de Contas: Meeting Clients

Devido ao sucesso no ano passado, a Will Meeting School, de Porto Alegre, lança dia 22/5/14 a segunda edição do curso Gestão de Contas: Meeting Clients. O curso vai até dezembro desse ano, com um total de 26 encontros, e abordará as disciplinas mais relevantes para quem exerce a atividade de Atendimento Publicitário:

- As competências do Gestor de Contas e seu papel dentro das agências;
- O Gestor de Contas relevante e integrado com as demais áreas da agência;
- Briefing e método;
- Coordenação e Gestão de Pessoas;
- Negociação;
- Desinibição e apresentação de campanha.
- Inovação e tecnologia: as mudanças que elas trazem para o dia a dia e construção de Cases.

E aí, se animou? São só 16 vagas, é melhor correr. Veja todos os detalhes aqui.


9 de maio de 2014

Você Pergunta e a Gente Responde: Como Fazer Prospecção? Como Despertar a Atenção dos Clientes?

Tenho 23 anos, sou recém-formado e trabalho numa agência há pouco mais de 7 meses. Entrei como estagiário na área de atendimento e recentemente fui efetivado. A agência é pequena, somos 5 funcionários: dois sócios-diretores,uma estagiária de redes sociais, uma pessoa do financeiro e eu. Lendo o seu blog percebi que a agência necessitaria contratar uma pessoa com experiência na área de atendimento. Confesso que estou um pouco perdido a respeito das prospecções de clientes, como despertar o interesse do cliente, como cuidar de uma conta e outras competências da área de atendimento.

João Paulo Lobo, Goiânia – GO

  
Muito natural que você, João, como iniciante na propaganda, tenha todos esses questionamentos. E muito bom que você esteja correndo atrás das respostas e se interessando em como ser um bom profissional de Atendimento. Como você toca em vários temas, como a estrutura da agência, o seu desempenho e a captação de clientes, resolvi convidar um dono de agência para te responder; o Fábio Barreto, sócio-diretor da agência carioca Sides (foto). Aproveitaremos assim a experiência do Fábio na gestão de uma agência nova e vamos saber o que ele acha da conquista e manutenção de clientes, que tal? Passo a palavra ao Fábio:


Fábio Barreto
“Oi, João. Vamos lá: prospectar clientes não é necessariamente uma função do atendimento. Ou, pelo menos, não só dele. Acho que esse é um dos erros clássicos de avaliação dentro da nossa área. E isso se deve pelo fato de que o Atendimento tem mais proximidade com o cliente. Sim, ele tem, mas com os clientes já existentes e que precisam dessa interface na agência. Dar o primeiro passo em uma prospecção significa estar atento às oportunidades que o mercado oferece. E isso é uma obrigação de todos: atendimento, planejamento, mídia, criação, produção, financeiro. Teoricamente, todos estão aptos a perceber e/ou buscar uma boa oportunidade. A partir de então, com um cliente em vista e uma oportunidade aberta, as funções voltam a ser mais definidas dentro do processo, com cada profissional desempenhando o seu papel para a agência poder chegar à melhor proposta.

Quanto a como despertar o interesse do cliente é uma questão mais complexa e se houvesse uma resposta objetiva para isso eu juro que não contaria! (rs) Mas temos aí algumas pistas: conhecer bem o segmento do cliente para poder desenvolver uma visão própria ajuda bastante. Saber o que o cliente espera de uma agência tem importância fundamental: se ele valoriza uma boa negociação de mídia, não adianta chegar bradando sua lista de premiações; se ele quer ousadia e você não tem isso para oferecer, não vai ser mostrando rapidez na entrega que você vai marcar ponto. É vital entender o que o cliente realmente precisa e isso muitas vezes nem ele mesmo sabe. Aí entra uma outra qualidade da agência: responder o que não foi perguntado e mostrar o que sempre esteve ali, mas ninguém viu. Sem ferir o orgulho e sem parecer presunçosa.

Para encerrar, antes de despertar o interesse do cliente certifique-se de que você também tem um real interesse nele, nos seus problemas e na sua realidade para que não haja frustração de nenhuma das partes. Se a resposta for sim, fatalmente você vai estar no caminho de atender bem a conta. Mas não comemore a conquista achando que ali é o final da maratona! Na verdade, o momento da conquista nada mais é do que a largada para os 42 km que estão à sua frente. E é aí que você vai precisar mostrar paciência, perseverança, talento e foco para manter o ritmo e correr sempre bem ao lado do parceiro conquistado. 

Enfim, espero ter ajudado de alguma forma a ordenar alguns pensamentos e algumas atitudes. Um grande abraço e muita sorte nessa espetacular carreira que você abraçou.”

Fábio Barreto

12 de março de 2014

11 de fevereiro de 2014

Pessoas Não Criativas Têm Lugar em Propaganda?

 Gosto muito deste texto de José Predebon. Não é um texto novo, mas é muito atual. Acho que explora uma faceta interessante do trabalho em propaganda: ideias precisam ser implementadas. Portanto, a criatividade sozinha não necessariamente nos leva ao resultado. 

PESSOAS NÃO CRIATIVAS TÊM LUGAR EM PROPAGANDA?                                             

Da mesma forma que se acredita que gagos não podem ser cantores, nem tímidos podem ser artistas, nem pessoas baixinhas podem jogar basquete, afirma-se tranquilamente que pessoas pouco criativas não podem trabalhar em propaganda.

Mas esse é um engano total, afirmo com a convicção de quem não só pesquisa o exercício da capacidade criativa, mas também foi publicitário a vida toda e, lecionando criatividade de 1986 até hoje, escreveu três livros sobre o tema. Então, tranquilamente, eu me atrevo a nadar um pouco contra a corrente, na direção que parece inadmissível, afirmando: sim, pessoas não criativas têm lugar na propaganda. E agora vou tentar mostrar porque digo isso.

Comecemos refletindo que a relação imediata que se faz entre propaganda e criatividade nasceu na medida em que os trabalhos criativos se tornaram a vitrina daquela atividade. O advento dos prêmios corroborou esse fato, acrescentando glamour à venda massificada pela comunicação. E a era da TV multiplicou tudo.          

Continuemos, agora registrando que sim, criatividade é “importantérrima” na propaganda, não afirmo o contrário. Mas sua importância no setor vem principalmente do fato de que a criatividade é uma competência humana que melhora desempenhos em toda e qualquer atividade. Portanto, também na propaganda.         

Especificamente, a atividade de “vender ideias” massificadamente, base da propaganda, repousa na eficiência da comunicação, que, por sua vez, tem na originalidade uma de suas grandes armas. É exatamente aqui que se chega à raiz do consenso da proximidade entre criatividade e propaganda. Pois comunicação sem originalidade (criatividade), na grande maioria dos casos funciona pessimamente.

Pesquisando esse óbvio cruzamento entre a criatividade e a propaganda, fui levado a me aproximar da “Human Dynamics”, uma nova disciplina da psicologia. Nela, vê-se a base científica de um princípio que a gente aceita, até pelo bom senso, e que diz: nem todos são criativos, e nem devem ser.           

Afirmam os psicólogos dessa nova face da psicologia que nas duas pontas de um grande grupo, que pode sem maior dificuldade manejar a criatividade e sua filha a inovação, há dois grupos distintos, antagônicos e absolutamente necessários para o equilíbrio da sociedade. Um dos grupos é o dos inovadores, geralmente criativos, que fica alimentando as mudanças. O outro, do lado oposto, é o grupo dos muito organizados, para quem a norma é o que há de mais desejável.     

Essa composição diversificada do contexto das pessoas tem sempre um resultado interessante, particularmente no mundo atual. Economistas de hoje, ao estudar a inovação em si, o grande insumo do desenvolvimento na atualidade, estabelecem que ela acontece quando uma ideia nova se beneficia de um processo organizado para a sua implementação. Chegam a dizer que, dada a complexidade dos sistemas, os processos ficaram mais importantes que os fatos com que lidam. Eis a conclusão a que se chega, aceitando esse raciocínio e focalizando a criatividade: ela tornou-se refém da organização. Traduzindo ainda mais para o cotidiano: ideias brilhantes precisam de implementação, cada vez mais dependente de organização. Daí uma conclusão imediata: pessoas não criativas, mas organizadoras, têm lugar garantido nos processos que a propaganda envolvem.       

Acrescento mais, a essa tese. Desde que comecei a lecionar venho explorando com alunos uma das definições de criatividade, que eu resumo como “o original relevante”. Discutindo esse princípio surgiu uma das minhas metáforas favoritas sobre criatividade, a do “balão tripulado”. É a seguinte: esse artefato voador viabiliza-se graças ao equilíbrio entre o seu gás, mais leve que o ar, e o seu lastro. Se houver lastro demais o balão não sai do chão. Se houver gás demais, o vôo é incontrolado e inútil. Assim acontece com a criatividade, que se torna válida quando há uma boa relação entre a ideia nova e a sua tangência com a realidade. Tangência que também vem da organização necessária.

(o texto foi escrito por Pedrebon com base nos conceitos do capítulo sobre criatividade do livro "Propaganda, Profissionais Ensinam Como Se Faz", Editora Atlas)

4 de fevereiro de 2014

Que Tal Fazer um Curso de Atendimento Na Sua Cidade?

Fico feliz quando vejo que o mercado se movimenta e oferece cursos específicos para Atendimento. Mas ficaria mais feliz ainda se houvesse opções de aprimoramento profissional em mais mercados, além de Rio e São Paulo. O Brasil é muito grande. Há muitos profissionais de Atendimento, de agências pequenas, médias, grandes que nem sempre podem sair de suas cidades para fazer um curso em São Paulo ou no Rio. Além do investimento no curso em si, há que se computar a passagem, a hospedagem, alimentação, traslado etc.

Pensando nisso, há alguns anos desenvolvi um workshop chamado Gestão de Contas na Agência de Comunicação para ser ministrado aos Atendimentos de qualquer parte do Brasil. É um projeto que objetiva que os Atendimentos reflitam criticamente sobre seu papel no desenvolvimento dos negócios da agência, compreendam como aplicar ferramentas indispensáveis a uma eficaz gestão dos projetos e dos processos. Também discutimos e debatemos “situações críticas” em que a interferência do gestor de contas é fundamental, além de propiciar que cada um formule um plano de desenvolvimento profissional com metas e prazos. 

O workshop também é oferecido no formato in-company. É uma forma inteligente de treinar todo mundo sem precisar deslocar a equipe. Além de conveniente em termos financeiros, é vantajoso para a otimização de tempo desses profissionais que, assim, não precisam se afastar dos clientes e da agência por mais tempo do que o possível para manter a estrutura funcionando.

Já passamos por Juiz de Fora, Belo Horizonte, Brasília, Blumenau, Curitiba e Vitória. Se você tiver interesse em levá-lo para a sua cidade/agência, é só entrar em contato, OK?

29 de janeiro de 2014

Você Pergunta e a Gente Responde: Portfólio Web, Vídeo ou Impresso?


Sou executivo de contas e queria renovar o meu currículo com algo mais moderno para conseguir uma vaga de atendimento em agência maior. Li algumas postagens em que você fala sobre Portfólio de Atendimento para quem é estudante. No meu caso, o melhor é "impresso" / "vídeo" / "web-portfólio"? Nunca vi um portfólio web para um profissional de atendimento. Vi alguns profissionais que investem na produção de um vídeo sobre si mesmos como marketing pessoal. Vi alguns currículos com design diferente, mas nada "psicodélico" para atendimento. Qual é a sua opinião sobre isso? Você recomendaria?

Rodrigo Stipp - Santos, SP

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Rodrigo,
Entendo sua preocupação quanto à diferenciação. Afinal, por que uma agência escolheria você dentre outros pretendentes? Na verdade, essa é a pergunta de um milhão de dólares e não é fácil respondê-la. Muitas coisas estão em jogo na hora de uma contratação, e nem todas você poderá controlar. Mas você tem que fazer a sua parte para tornar a informação a seu respeito relevante e chamar atenção para si.

Vamos começar do começo. O importante é dar segurança ao contratante. Portanto, torne as coisas concretas. E como se faz isso? Em primeiro lugar, preocupando-se com o conteúdo (depois, a gente pensa na forma). Separe essas informações antes de montar seu CV, pois elas são relevantes na carreira de um Atendimento:

1. Quais contas você já atendeu e atende?
2. Qual a verba que você administra em cada uma dessas contas?
3. Que tipo de cliente você atende (varejo, serviço, produto, nacional, internacional)?
4. Que resultados obteve com as campanhas das quais participou?
5. Tem algum exemplo de uma ação sua que tenha feito a diferença na condução de um projeto?
6. A quem você se reporta? Quantas pessoas você comanda? (isso ajuda ao empregador a ter a ideia precisa de seu grau hierárquico na organização)
7. Quem pode atestar seu talento e competência? Dê referências. O empregador irá atrás dessa informação de qualquer jeito, então, facilite a vida dele e a sua, justamente para que ele fale com quem você tem certeza que dará boas referências a seu respeito.

Agora, falemos da forma. Vamos por partes, analisando algumas que você citou:

Webfolio

É interessante que você menciona nunca ter visto um webfolio de Atendimento. Como não? Você já percebeu que eu tenho um webfolio? Ele é o meu blog, a minha página no Facebook e no Linkedin, a minha conta no Twitter. Escrevendo sobre Atendimento nas redes sociais eu me apresento e me exponho, dou minha opinião sobre assuntos da área, colaboro com estudantes e profissionais, e mantenho contato com o mercado. O que você tem feito nas redes sociais? Isso é outro ponto muito importante. O empregador vai te procurar no Facebook, não tenha dúvida. Então, atenção ao que posta sobre si mesmo e sobre a sua opinião a respeito de qualquer assunto. Sem que se dê conta, isso já faz parte do seu portfólio. Saiba usá-lo a seu favor.


Infográfico não é só gráfico. Às vezes tem texto à beça.

Infográfico

Uma nova moda num mercado cheio de modismos como o nosso. Por mais bacana que seja, o que realmente uma peça gráfica vai informar sobre você, já que não está em busca de uma vaga como designer ou diretor de arte? Cuidado para não criar uma peça “psicodélica”, como você mesmo diz. Aliás, quem quer um Atendimento psicodélico? Por mais moderninhas que as agências sejam, acredite: elas querem Atendimento organizado, responsável e que solucione problemas. E nem sempre um infográfico é fácil de entender ou rápido de ler. Considerando que você enviará esse material por email, pense no que pode ser mais fácil e simples de entender por esse meio. Até o contratante abrir o anexo e conseguir ler/ver tudo... Sinceramente, um texto bem escrito me impressiona mais. Sucinto, claro e que vá direto ao ponto (e não é assim que deve ser um bom Atendimento?). 


Vídeo

Mais ou menos a mesma coisa que falei sobre o Infográfico. O meio é a mensagem. Se você se comunica superbem oralmente, se a sua imagem e o que tem a dizer forem impactantes o suficiente para pensar em fazer um vídeo, OK. Do contrário, fazer um vídeo como se fosse um ppt, com música de efeito ao fundo e alguma bossa vai dizer o que sobre você que realmente seja relevante para o posto que você está pleiteando? Todo cuidado é pouco.   

 
Taí um exemplo. Além de tudo, há erros gramaticais em inglês e o cara informa que sabe inglês. Precisa dizer mais?


O Mais Importante: nada substitui o olho-no-olho

Não envie seu currículo e ligue depois para saber se poderá se encaixar numa possível vaga. Faça o contrário: ligue para os diretores de atendimento das agências, apresente-se e diga que gostaria de agendar um horário para conversar e se apresentar, obtendo alguns conselhos e dicas sobre a função de Atendimento numa grande agência. Tenho certeza de que muitos de meus colegas de profissão não te negarão um papo. Conseguindo um encontro presencial, vá com tudo. Seja sincero, transmita segurança. Ouça muito. Olhe só quanto networking você estará fazendo. Essas pessoas vão te conhecer pessoalmente (e você a elas). Quem sabe, vão simpatizar contigo, gostar do seu jeito, da sua postura profissional e quando pintar uma chance eles irão mais facilmente se lembrar de você. Leve consigo seu CV impresso e peça, inclusive, para que o profissional o analise e te dê dicas de como melhorá-lo, se for o caso. Depois do encontro, envie um email de agradecimento e anexe o CV com as alterações sugeridas. Que tal?

No site Monster.com há inúmeros modelos de CV e cartas de apresentação e cartas pós-entrevista. Dê uma olhadinha nesse CV aqui de Atendimento, por exemplo.

Um abraço e muito sucesso na carreira que escolheu.

17 de janeiro de 2014

Executivos de Conta da Geração Z: Senso de Imediatismo

por Admir Borges* 

Outro dia me perguntaram sobre o que acho a respeito do futuro do trabalho de atendimento publicitário e, mais especificamente, essa atividade desempenhada por profissionais da Geração Z. Confesso que essa questão foi motivo para uma reflexão insólita. Evidentemente, não cheguei a um texto conclusivo, mas consegui dar o passo inicial para pensar e escrever mais a respeito. Em primeiro momento, penso que o mercado publicitário, em processo de efervescência plena, precisa começar a se preparar para receber a nova geração que irá comandá-lo nos próximos anos. A chamada Geração Z, nascida a partir de meados dos anos de 1990, é ainda uma incógnita para os gestores que sequer conseguiram entender a geração imediatamente anterior: os Y’s. 

Os contornos do cenário atual são preocupantes no que tange às incongruências entre uma oferta escassa de jovens vocacionados para o atendimento e consultoria e os desafios dos diretores das agências na contratação e manutenção de bons profissionais. Desafio que ganha ainda outras dimensões quando deparamos com o perfil dos novos publicitários, como a tarefa de saber a forma de liderar essa geração e conduzi-la corretamente em suas expectativas e anseios profissionais. Porém, eles já apresentam alguns diferenciais: intimidade tecnológica, autoconfiança, agilidade, objetividade, criticidade, questionamento, ambição, preocupação com qualidade de vida, capacidade para multitarefa e aprendizagem intuitiva. O senso de imediatismo é uma das características mais marcantes nessa Geração Z. Eles não pensam em permanecer em uma determinada empresa por muito tempo e querem resultados instantâneos em suas carreiras. 

É possível supor que os Z’s empreenderão um novo ritmo no mercado, pois, diferentemente das gerações anteriores, eles buscam referências completamente inovadoras e aspirações que condizem com uma nova dinâmica empresarial, em que o processo hierárquico cede lugar à horizontalização das relações, ao empreendedorismo, ao ambiente colaborativo, ao engajamento e a ausência de controles rígidos. Uma contribuição forte dos Z’s para o trabalho publicitário será a intensificação do processo colaborativo, o compartilhamento aberto e a solução de problemas a partir do senso comum, valorizando as ideias resultantes do coletivo como determinante essencial para as respostas inovadoras. O horário de trabalho fixo tenderá a desaparecer, substituído por um foco na obtenção de  resultados, independentemente de como o tempo é gerido. 

No entanto, mesmo antes da realidade do trabalho dentro de uma agência, muitos desses futuros profissionais se deparam com os desafios da sala de aula, onde as metodologias tradicionais não estimulam o aprendizado e a preparação para o início de carreira. É preocupante esse hiato entre a expectativa e a realidade da formação. Certamente, e com propriedade, os Z’s vão remover barreiras, e os limites serão debelados. 

Algumas agências já estão mais bem preparadas para oferecer um contexto adequado, em que se dá responsabilidade junto a projetos e desafios, liberdade de criação, horários flexíveis, redução de fronteiras entre trabalho e entretenimento, gestão participativa e colaborativa, engajamento e motivação. Para maior realismo, eles, os Z’s, serão os protagonistas nessa construção. Assim, com seu senso de imediatismo, serão capazes de encontrar maneiras de explorar o momento, ao invés de adiar o futuro, como as gerações anteriores costumavam fazer. Esta é uma geração que vai remodelar a forma de como as agências trabalham. 

(*) Admir Borges é autor do livro “Executivo de Contas Publicitárias: de contato a consultor de comunicação

8 de janeiro de 2014

Aposentando a Batuta


Há uma analogia recorrente que compara o papel do Atendimento com o do maestro. Concordo que essa analogia até consegue obter uma aproximação maior com o nosso papel, mas após tantos anos de profissão e mesmo atuando em posição mais estratégica, nunca me senti plenamente confortável com ela. Quantas vezes me perguntei se era mesmo o nosso papel similar ao de um regente? Perdi a conta. Por isso, refleti, refleti, refleti. E resolvi propor um reposicionamento do Atendimento na orquestra.

Começando do princípio: imaginemos a “orquestra” como metáfora da organização, a agência como um todo, ou da empresa prestadora de serviços de comunicação como um todo. O maestro seria quem, então nessa organização? Bom, maestro, pelo que sabemos, estabelece o que deve ser feito e como deve ser feito. A sinfonia carrega a interpretação que o maestro fez daquela partitura. E cabe aos músicos seguir essas diretrizes de forma irrefutável. Em resumo, ao maestro cabe estabelecer as diretrizes e aos músicos, seguir a sua (dele) interpretação da sinfonia. Aí eu pergunto: teria a maioria dos atendimentos realmente o poder de determinar como uma empresa deve  “tocar uma sinfonia”? Não, a menos que ele/ela seja CEO, presidente, dono/a.

Entendo que a função das definições e analogias visam a dar certo empoderamento ao atendimento para gerar estímulo e motivação para os profissionais. Porém, o efeito tende a ser contrário quando há um superdimensionamento desse “poder”. Ao se exigir caber num determinado papel e ser cobrado a caber nele, o Atendimento se vê muitas vezes angustiado porque algo sempre parece deslocado, difícil ou impossível de ser alcançado.

Talvez por isso meu incômodo com essa definição. O papel do Atendimento traria ali implícito um quê de arrogância e superioridade, o que contraditoriamente descaracteriza a essência do nosso trabalho – a colaboração, a parceria, a atuação pelo bem maior.

Então eu sugiro uma nova analogia, reposicionando o Atendimento na “orquestra”. Não como maestro, mas como um dos músicos. Sem supremacia dentre as outras disciplinas, mas, sem dúvida, fundamental no todo. Nessa nova analogia, não precisamos nem fazer parte de uma orquestra (= grande agência). Podemos atuar até em uma banda de garagem ou num quarteto de jazz.

E quem seria esse músico? Proponho o percussionista. Ele não fica no backstage, fica estrategicamente atrás, de onde pode ter a visão do todo. Ouve a todos com muita atenção para proporcionar um certo nível de estrutura à conversação. Uma série de coisas depende do seu julgamento na hora exata em que estarão acontecendo. Exerce influência no volume, isto é, o quão mais “alto” ou mais “baixo” as coisas devem acontecer.

Ser percussionista tem muito a ver com ter uma apurada percepção do todo, que por sua vez tem a ver com manter-se focado enquanto os outros músicos tocam mais alto ou mais baixo. O que tem a ver com um senso de responsabilidade sobre a performance geral para imprimir o ritmo. E com estar acompanhando não no sentido de ir atrás, mas de manter o desenho do som.

O atendimento-percussionista entende que o ritmo muda de acordo com a música que se toca. E sabe que até no improviso há que se manter uma linha que costura tudo e imprime, mais uma vez, o tempo musical.

Numa época em que falamos em sustentabilidade, até mesmo nas relações, convém descer do pódio e olhar os outros como nossos pares. Sentindo-se parte do todo teremos a medida certa do pertencimento e não do poder exercido.

Por último, eu diria que não há nada errado ou certo em interpretar a mesma música de forma diferente. Entretanto, quando a gente se depara com um bom percussionista, a gente sente que a música está estruturada.

Em 2014, troquemos a batuta pelas baquetas!